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O carnaval e a moral
cristã
O Carnaval já passou, e com ele a tão
divulgada distribuição de camisinhas, que este ano bateu novamente o
recorde mundial. Estima-se que o governo distribuirá até o final deste
ano, 1,2 bilhões de camisinha gratuitamente para quem estiver
interessado.
A pergunta que vem é: “Grátis
e de tão fácil acesso, quem serão os que não se interessarão?”.
Será que nossos jovens poderão ser educados na moral cristã, que
prega a fornicação como pecado grave e proíbe as relações sexuais
antes do casamento, se ao saírem nas ruas, a camisinha estará sendo
entregue nas suas mãos? Será possível educar os jovens a viverem a
castidade cristã, quando o governo, juntamente com a mídia,
diretamente vêm a dizer “Faça sexo com quem você quiser, o
importante é ser feliz”?
Em nossa cidade não foi muito
diferente. Mesmo não tendo carnaval de rua, nos jornais estava a
manchete (como se isso fosse motivo de orgulho), dizendo que Itapeva foi
uma grande distribuidora de camisinhas, e que os jovens (a partir dos 14
anos) estão utilizando-as sempre (e conseqüentemente, caindo no pecado
grave da fornicação); segundo as notícias, esta política iria se
repetir este ano. Aliás, em algumas cidades maiores, a camisinha é
distribuída alegremente nas escolas à crianças de 6ª séries, e nós,
nada fazemos para impedir esse atentado contra a moral. Chegamos ao
ponto de ver “máquinas de camisinha” nas escolas, iguais a essas
que temos para comprar refrigerante na Top Square. Basta a criança ou o
adolescente apertar o botão para retirar o seu preservativo, e com
isso, sair para fornicar e pecar gravemente contra as leis de Deus.
Depois, os pais reclamam por seus
filhos terem abandonado a Igreja e hoje estarem perdidos no mundo das
drogas e da prostituição, esquecendo-se totalmente de Deus.
A culpa é de quem? Só do governo?
Ou será que temos também uma parcela de culpa por termos votado em
determinados políticos anticristãos, e por deixarmos que a
libertinagem tome conta e varra a moral cristã para debaixo dos
tapetes?
Alegam
alguns que o inventivo ao sexo precoce, com a distribuição de
camisinhas gratuitas é uma medida emergencial para combater a AIDS e
outras DSTs; o pior é que tem muito “católico” que cai nessa,
esquecendo-se que nosso Catecismo diz claramente que o fim não
justifica o meio. Não é lícito utilizar-se de um meio mal (apoiar a
fornicação e incentivar o pecado sexual em massa) para um fim bom
(combater uma doença).
Enquanto
aplaudimos em pé alguns comerciais ridículos como o “Bloco da Mulher
Madura” (Promovido pelo Ministério da Saúde), nosso dinheiro
continua a ser jogado ao pecado; quando digo jogado, digo em seu sentido
literal, já que nosso saudoso presidente,
junto com o Ministro Temporão, estiveram a jogar camisinhas ao alto em
plena Marquês do Sapucaí nesse carnaval.
O pior é
saber que, enquanto nosso dinheiro promove o sexo entre crianças e
adolescentes de forma desregrada e sem respeito nenhum, muitas pessoas
continuam a perder o emprego por causa da crise econômica, e muitas
outras, continuam a passar fome no Brasil, o país da sem vergonhice.
Ah, se esse
dinheiro público(nosso dinheiro) fosse usado de forma consciente, poderíamos
talvez, sentir orgulho de ser, de fato (e não apenas no papel) o maior
país católico do mundo.
Exemplo para nós, cristãos, é a
Uganda, país africano que, contrariando as imposições da ONU de
promover sexo livre e desenfreado, utilizou-se no combate a AIDS de uma
política que prega a fidelidade conjugal e o respeito à família. Com
isso, é o país que mais conseguiu reduzir a taxa de contaminação do
vírus, de 30% a 6% em apenas dez anos, ao passo que, no Brasil, cresce
a distribuição da camisinha, e o número de infectados cresce a cada
ano, bem como (pior ainda) cresce o número dos pecados contra o próprio
corpo, promovidos pelo nosso governo.
“Para
que o mal triunfe, basta que os bons fiquem de braços cruzados”
Publicado em 28/02/2009 no Jornal A Gazeta Notícias
Everton do N.
Siqueira– everton2040@paroquiapiedade.com.br
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