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Esclarecimentos sobre o “batismo no Espírito Santo”

a) uma visita extraordinária do Espírito Santo, além daquelas recebidas nos sacramentos, é possível, sim, segundo a doutrina católica; nisso a RCC está de acordo com a ortodoxia da Igreja;

b) essa visita pode vir acompanhada de sinais sensíveis, mas nem sempre o vem; esses sinais podem ser manifestações místicas extraordinárias (dons carismáticos); o erro, em boa parte dos ambientes carismáticos, é tanto a indevida ênfase na manifestação dos dons, como se ordinários fossem (tornando trivial o que é extraordinário), quanto a pregação de que, ainda que não se manifestem dons, essa visita do Espírito Santo deva ser acompanhada de sinais sensíveis (emoções, consolações, coração aquecido); tudo isso pode ocorrer, mas na maioria das vezes não ocorre;

c) tal visita é uma graça de Deus, e nunca esteve ausente da vida da Igreja, não podendo ser fruto da RCC; a RCC cultiva com maior particularidade o amor, a busca e o estudo de tal visita, e aqui está sua riqueza; todavia, não se pode pretender que, sem a RCC, não há essa visita, esse enchimento do Espírito Santo, que sempre ocorreu na história da Igreja, com os leigos, com os diversos movimentos, ordens religiosas etc; até hoje, é possível experimentar-se uma ação mais vigorosa do Espírito (até mesmo com sinais sensíveis!!!!) fora da RCC;

d) a expressão “batismo no Espírito” é absolutamente inadequada; confunde-se com o sacramento do Batismo (pelo qual recebemos, de fato, o Espírito Santo), tem origem e forte conotação protestante (que não aceitam o Batismo como autêntico canal da graça, pelo qual recebemos o Espírito, distinguindo “batismo das águas” e “batismo do Espírito”; a Igreja ensina que o que é chamado por alguns evangélicos de “batismo nas águas” é, propriamente, um Batismo no Espírito, o sacramento do Batismo!);

Autor: Rafael Vitola Brodbeck

Fonte: http://blog.veritatis.com.br

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