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Resposta
De fato você está
certíssimo em afirmar que Toda Missa cura e liberta, afinal conforme
nos diz o Catecismo da Igreja Católica: §1324
A Eucaristia é "fonte e ápice de toda a vida cristã ".
"Os demais sacramentos, assim como todos os ministérios eclesiásticos
e tarefas apostólicas, se ligam à sagrada Eucaristia e a ela se
ordenam. Pois a santíssima Eucaristia contém todo o bem espiritual da
Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa ." De
fato, sabemos que se entende por "missa de cura e
libertação" algumas missas onde são introduzidos gestos e
orações que não são previstos no Missal (Livro onde está todo o
ritual da Santa Missa) Precisamos
então analisar e entender se é permitido essa alteração ou esse
acréscimo, e para isso não usarei de minhas palavras, nem palavras de
alguma outra pessoa falível, mas sim as Palavras da Santa Igreja
Católica à qual todos nós (leigos, padres e bispos) devemos obediência
total: Então o Concílio adiciona a advertência: "Por
isso, ninguém mais, mesmo que seja sacerdote, ouse, por sua iniciativa,
acrescentar, suprimir ou mudar seja o que for em matéria litúrgica".
(Sacrosanctum
Concilium nº 22)" "A
liturgia nunca é propriedade privada de alguém, nem do celebrante, nem
da comunidade onde são celebrados os santos mistérios. O apóstolo
Paulo teve de dirigir palavras àsperas à comunidade de Corinto pelas
falhas graves na sua celebração eucarística, que tinham dado origem a
divisões (skísmata) e à formação de facções ('airéseis) (cf.
1 Cor 11, 17-34). Actualmente também deveria ser redescoberta e
valorizada a obediência às normas litúrgicas como reflexo e
testemunho da Igreja, una e universal, que se torna presente em cada
celebração da Eucaristia. O sacerdote, que celebra fielmente a Missa
segundo as normas litúrgicas, e a comunidade, que às mesmas adere,
demonstram de modo silencioso mas expressivo o seu amor à Igreja. (Ecclesia
de Eucharistia, nº 52)" Caso
isso não baste para entender que nada, nem sequer uma vírgula, pode ser
alterado no rito da Santa Missa, cito ainda um outro documento mais recente
(2004)
denominado Redemptionis
Sacramentum, escrito para a exclusiva finalidade de corrigir erros
litúrgicos que aconteciam nas celebrações, não apenas no
Brasil, mas em vários outros lugares do mundo. Quem
pode "alterar" algo na liturgia? A
ordenação da sagrada Liturgia é da competência exclusiva da
autoridade eclesiástica; esta reside na Sé apostólica e, na medida
que determine a lei, no Bispo»
(Redemptionis
Sacramentum, nº 14) [...]para
que nunca seja considerada a liturgia como «propriedade privada,
nem do celebrante, nem da comunidade em que se celebram os Mistérios».(Redemptionis
Sacramentum nº 38) O
Papa Paulo VI já dizia, em 1972 sobre essas alterações na liturgia, e
referia-se a elas como a "Fumaça de Satanás na Igreja",
recomendo a leitura do artigo completo sobre isso (Cardeal
Noé explica a Fumaça de Satanás na Igreja). Também
recomendo a leitura de
um outro artigo (O
povo de Deus tem o direito de que a liturgia seja celebrada como a
Igreja quer". (Francis Cardinal Arinze))
Enfim, creio que tenha
ficado claro que essa "mudança" na liturgia, assim como
qualquer outra mudança (por menor que seja) não é lícita e trata-se de uma forma clara de
desobediência ao sacramento.
Quanto a entender porque se
celebram "missas de cura" em vários lugares do pais, sejam
paróquias, sejam os "rincões" da nossa pátria amada,
recomendo a leitura de um artigo do Padre Paulo Ricardo, explicando sobre a
atual Doença da Igreja
no Brasil.
Do mais, além de saber que
essas modificações (não autorizadas, e portanto ilícitas) são
conseqüências de uma crise que a Igreja hoje sofre, explicar o motivo
pessoal que leva uma determinada pessoa
a desobedecer a Igreja e fazer essas missas, assim como as
"missas afro", "missa da macumba", "missa dançante",
"missa com consagração de chimarrão e biscoito" ou qualquer
outra aberração que acontece Brasil afora, é algo vago que foge à
nossa análise, e qualquer juízo a respeito de um caso concreto não
passaria de juízo temerário.
Eu, particularmente, sempre
que presencio alguma modificação no Rito da Santa Missa, imagino que o sacerdote não sabe que está fazendo errado, e
nem do mal que causa
aos fiéis celebrando indignamente; pois, se assim for, o mal é menor,
já que não há desrepeito a Cristo presente na Eucaristia, mas apenas uma
conseqüência inevitável da má formação do sacerdote, o qual,
nesses casos, é isento de culpa e portanto, isento de pecado.
Termino agradecendo pela
confiança depositada em nós, humildes servos de Cristo e da Igreja, e
espero que com essas palavras possa ter ajudado a esclarecer sobre tua
dúvida.
Everton
do N. Siqueira - everton2040@paroquiapiedade.com.br
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