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Dúvida

Caríssimo irmão, primeiramente quero agradecê-lo pelo envio da resposta quanto a doação de órgãos e aproveitando a oportunidade quero tirar mais uma dúvida.

Me casei em 1984 e em 1986 meu esposo me abandonou com uma criança de apenas 1 ano de idade(nosso filho), diante da situação retornei a casa de meus pais e retomei os meus estudos e fiz um concurso dando início a minha vida profissional.

Meu marido também seguiu seu caminho, mas muitíssimo diferente do meu, chegando inclusive a constituir outra familia. Onze anos e meio se passaram , não me casei novamente, muito pelo contrário, continuei apaixonada e esperando um dia pela sua volta quando um belo dia ele me procurou já tinha se separada da outra mulher deixando-a com uma filha deles, e propôos reconciliação.

Conversei com minha familia, tive o apoio deles e desde então estamos juntos. Minha dúvida é: pretendo comemorar meus 25 anos de casada no ano próximo, considerando que casei em 1984 então em 2009 realmente estarei fazendo bodas de prata? Ou devo contar os anos de casada a partir de quando nos reconciliamos?

Resposta

Agradeço os elogios e fico muito feliz em saber que, de alguma forma, pude contribuir para o esclarecimento de tua dúvida, relacionada a algo tão importante que é a doação de órgãos.

Peço suas orações, para que o Espírito Santo continue a se utilizar deste site no Anúncio do Reino de Deus.

Primeiramente, precisamos refletir sobre a indissolubilidade do matrimônio, com alguns grifos de minha autoria para enfocar melhor o tema a ser abordado:

Logo ao início de nossa Bíblia, no Livro do Gênesis, vemos a ordem que Deus dá ao homem e à mulher:

"Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne". (Gn 2,24).

Essa mesma aliança entre o homem e a mulher é proclamada por Jesus Cristo:

"Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu". (Mt 19,6).

A Igreja Católica, como Esposa de Cristo e totalmente obediente à Revelação Divina, assim nos ensina sobre o Matrimônio:

"O vínculo matrimonial é, pois, estabelecido pelo próprio Deus, de modo que o casamento realizado e consumado entre batizados jamais pode ser dissolvido. Este vínculo que resulta do ato humano livre dos esposos e da consumação do casamento é uma realidade irrevogável e dá origem a uma aliança garantida pela fidelidade de Deus. Não cabe ao poder da Igreja pronunciar-se contra esta disposição da sabedoria divina. (CIC § 1640)"

Convém relembrar que, na Celebração do Matrimônio, os noivos proclamam as seguintes palavras:

"Eu ..........................., recebo-te por minha esposa
a ti .........................., e prometo ser-te fiel,
amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza,
na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida."

Após essa pequena reflexão, fica claro que vocês sempre estiveram casados e unidos em matrimônio, mesmo nos problemas, e mesmo nesse período em que vocês estiveram aparentemente "afastados" um do outro, ainda eram casados e sempre serão; isso não sou eu quem diz, mas é o próprio Jesus Cristo (Cf Mt 19,6).

Tua pergunta, antes de ser "pergunta", consiste num belíssimo testemunho de amor, pois, mesmo enquanto o outro cometia o pecado de adultério, tu permaneceste fiel à Aliança Matrimonial querida por Cristo, e firme naquele Amor Verdadeiro que "tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta".(1Cor 13,7).

Nos comove ler um testemunho tão bonito, de uma reconciliação que destrói esse pensamento da sociedade moderna, à qual prega o divórcio como sendo algo normal.

Termino agradecendo pela oportunidade de divulgar tão belo testemunho de amor, na esperança de que muitas pessoas leiam e percebam como são verdadeiras as Palavras de Cristo: "não separe o homem o que Deus uniu"(Mt 19,6).

Seu irmão em Cristo, 

Everton do N. Siqueira - everton2040@paroquiapiedade.com.br


"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.
Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver amor, não sou nada.
Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, de nada valeria!
O amor é paciente, o amor é bondoso.Não tem inveja.O amor não é orgulhoso. Não é arrogante.
Nem escandaloso. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor.
Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais acabará. As profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência findará.
A nossa ciência é parcial, a nossa profecia é imperfeita.
Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá.
Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança.
Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido.
Por ora subsistem a fé, a esperança e o amor - as três. Porém, a maior delas é o amor."
(1ª Carta de São Paulo aos Coríntios, Capítulo 13)

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